Mairiporã tem História

Uma história ligada à saga de São Paulo, que começa numa época em que esta não passava de um povoado de casas de taipa, onde habitavam índios convertidos à fé cristã,missionários jesuítas, alguns colonos portugueses e os filhos destes com os nativos.
Nos primeiros tempos da colonização das terras paulistas, surgiram diversos povoados nos arredores do núcleo de São Paulo de Piratininga. Uma dessas antigas áreas de povoamento formou-se além da Serra do Ajuhá (hoje, da Cantareira), acompanhando o leito do Rio Juqueri (nome tupi de uma planta leguminosa conhecida também como dormideira).
Em 1640, o colono Sebastião Del Mundo construiu a capela de Nossa Senhora do Desterro, santa de devoção dos Bandeirantes. Em 1769, a Câmara Paulistana determinou a abertura de uma estrada entre Juqueri e São Paulo. Anos mais tarde, “ o Caminho de Juqueri” transformou-se na Estrada Velha de Bragança.
O final do século 19 é significativo na História de Juqueri. Em 27 de março de 1889, é lhe concedida a autonomia política através da Lei Provincial, elevando-o a município. Em 1948, o prefeito Bento de Oliveira, com respaldo da Câmara Municipal, solicitou à Assembléia Legislativa, autorização para que o município adotasse outro nome.
O deputado Ulisses Guimarães apoiou o pedido e pronunciou a célebre frase: “Juqueri, terras de loucos, loucos por cidadania”. No dia 24 de dezembro de 1948, foi aprovada a Lei 233 que permitiu a mudança do nome do município. O nome Mairiporã foi sugerido, entre outros de origem tupi-guarani, pelo jornalista e poeta Araújo Jorge, Primo de Lamartine Passarella, sua tradução precisa é mairi=cidade/porã=bonita.

Infos:
Mairiporã é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado na Região Metropolitana de São Paulo. A população estimada em 2009 era de 79.155 habitantes e a área é de 321,5 km², o que resulta numa densidade demográfica de 233,4 hab/km².

Dados físicos
Mairiporã situa-se a uma altitude média de 790 metros. As partes mais altas do município estão na Serra da Cantareira, onde as altitudes superam os 1.100 metros em algumas regiões.

Clima: O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical. O verão é relativamente quente e chuvoso e o inverno é ameno. A temperatura média anual gira em torno de 20°C, sendo o mês mais frio julho (média de 16°C) e o mais quente fevereiro (média de 23°C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1300 mm.

Demografia

Dados do Censo - 2000

População total: 60.111
Urbana: 48.077
Rural: 12.034
Homens: 30.214
Mulheres: 29.897
Densidade demográfica (hab./km²): 186,97

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 18,60

Expectativa de vida (anos): 69,82

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,22

Taxa de alfabetização: 90,7%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,803 (elevado)

IDH-M Renda: 0,784
IDH-M Longevidade: 0,747
IDH-M Educação: 0,877
(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia

Barragem Sete Quedas de Mairiporã

Um de seus pontos turísticos é a Barragem Sete Quedas de Mairiporã, situada no rio Juqueri. Pela Rodovia Fernão Dias, sentido Minas Gerais, na saída da rodovia para Mairiporã, manter a direita entrando pela Estrada do Rio Acima, a barragem fica a 8 km do centro de Mairiporã.
A Barragem é de propriedade pública, administrada pela Sabesp. Sua finalidade é controlar a descida da água, rumo a Barragem Paulo de Paiva Castro, que se destina a abastecer a cidade de São Paulo de água potável, através do Sistema Cantareira, da SABESP.

Represa Paulo de Paiva Castro

A represa tem seu início no centro de Mairiporã, estendendo-se por 28 km até ultrapassar o limite municipal com Franco da Rocha.

Cabeceira do Rio Juqueri

Está situada a 15 km do centro, com acesso pela Estrada do Rio Acima - Margem Esquerda. É o ponto de origem das águas do canal do rio Juqueri, provenientes do Túnel 5 que desce da Barragem do rio Atibainha, no Município de Nazaré Paulista. Presença de instalações da SABESP, responsável pela área. Os acessos são de terra, o entorno mostra áreas gramadas e pouco arborizadas. Banhistas o freqüentam nos fins de semana e feriados de sol e calor. Local inadequado para banho público, em face das águas revoltas e falta de segurança e infra-estrutura receptiva.

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